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Voluntários da Pátria
            O surgimento da rua e a homenagem prestada.
 
O primeiro tratamento paisagístico de Porto Alegre foi mandado fazer pelo Governador Dom Diogo de Souza ao longo dos quatro quilômetros do Caminho Novo, aberto em 1806. Dom Diogo mandou construir um solar para residência dos governadores, usado para este fim até 1824.

A construção deste caminho que em 1870 receberia o nome de Rua Voluntários da Pátria, era o início de um período de expansão de Porto Alegre.

Para a abertura da estrada, o governador mandou usar o trabalho dos presos da cadeia, que executaram um plano de fuga.

Esta estrada saia do Largo do Paraíso (Praça XV) e ia até a Várzea do Gravataí margeando o Delta.

Logo no começo do caminho – num local freqüentado por lavadeiras e aguadeiros (aqueles que vendiam água potável) abriu-se o Porto Pelado e se construiu o estaleiro de Joaquim José de Azevedo nas imediações da atual Praça Rui Barbosa. Mais adiante, junto ao arraial dos Navegantes, as carretas começavam a transitar prenunciando sua transformação num centro Comercial e Industrial.

O nome da Rua Voluntários da Pátria dado ao antigo Caminho Novo foi uma homenagem aos voluntários que lutaram na Guerra do Paraguai deflagrada em 1865 com a invasão de São Borja e Uruguaiana pelas forças de Solano Lopes. Junto com os gaúchos do 39º Batalhão, uma flâmula Imperial os acompanhou, e hoje é guardada como relíquia na Igreja da Matriz juntamente com a bandeira nacional do Império.

                            
Voluntários da Pátria, 294                                           Júlio de Castilhos, 293
 
Júlio de Castilhos
            Nome da avenida uma homenagem prestada ao autor único da constituição.
 
Em Porto Alegre, que em 1880 já tinha um Clube Republicano, a conspiração também correu solta nesse período. O Partido Republicano fundou o seu jornal: “A Federação”, em 1884. Havia tramas até mesmo na Escola Militar onde se publicava o Jornal “A Denúncia”.

Em 1891, Júlio de Castilhos fez aprovar uma constituição redigida por ele e se elegeu Presidente do Estado. A carta se baseava nos ideais positivistas do filósofo francês Auguste Comte: - harmonia entre as classes, conciliação dos interesses de capital e trabalho, além do lema “ordem e progresso”, que acabaria na bandeira nacional.

No Rio de Janeiro ao fechar o Congresso, o Marechal Deodoro desagradou a outros grupos militares e foi substituído pelo Marechal Floriano. Aliado de Deodoro, aqui Castilhos também cai. E a confusão política segue até 1893, o Rio Grande do Sul teria sete presidentes.

Em janeiro daquele ano houve nova eleição e Castilhos retornou ao poder, mas as disputas entre elites gaúchas acabariam mesmo em sangue, de fevereiro de 1893 a agosto 1895 dez mil homens se mataram pelo campos do interior na chamada “Revolução da Degola” a Revolução Federalista.

Feita a paz, com a derrota de seus opositores Castilhos continuaria a governar até 1898.

Foi morar em uma bela residência, adquirida através de uma lista de simpatizantes do PRR, na Av. Duque de Caxias onde morreu em 1903. Na mesma casa dois anos depois suicidou-se a viúva de Castilhos, Honorina. Ainda em 1905, o Estado adquiriu o prédio dos herdeiros e ali instalou o museu Júlio de Castilhos tombado em 1982.
 
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